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NOTAS E IDEIAS

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criado em: 11:05 2022-12-08

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Desafios

Embora o PIB tenha subido 0,4% este terceiro trimestre deste ano (segundo dados do IBGE), o agro apresentou estabilidade, ficando em uma taxa de crescimento de 0,1%.

As razões para isso são muitas e se relacionam de modo complexo, mas podemos estimar que os desafios que o setor enfrenta podem estar por trás deste arrefecimento. Resumindo em três grandes eixos temos:

  1. Desenvolvimento econômico e empresarial: Isto inclui o desenvolvimento de infra-estrutura para apoiar o crescimento do agronegócio, garantindo que a força de trabalho tenha as habilidades e treinamento necessários, e a criação de um ambiente de negócios para apoio.

  2. Questões sociais e ambientais: Isto inclui a gestão dos impactos sociais e ambientais, a abordagem da desigualdade e da pobreza, e lidar com os desafios da globalização.

  3. Mudança climática e agricultura: Isto inclui o impacto da mudança climática na produtividade agrícola, a necessidade de estratégias de adaptação para ajudar os agricultores a lidar com a mudança climática, e o potencial da agroindustrialização para contribuir com as emissões de gases de efeito estufa e exacerbar a mudança climática.

Propostas

Cada desafio destes é complexo e pode exigir uma abordagem única ou uma combinação de abordagens para tratá-lo de forma eficaz.

Em geral, soluções eficazes para essas questões podem envolver uma combinação de intervenções políticas, inovações tecnológicas e mudanças sociais e culturais. A colaboração e coordenação entre diferentes partes interessadas, incluindo governos, empresas, organizações da sociedade civil e indivíduos, também pode ser importante para abordar essas questões de forma abrangente e sustentável.

Em termos de desenvolvimento econômico e empresarial é seguro afirmar que o Mato Grosso é ambiente fértil de negócios; Mato Grosso demonstrou incrível resiliência econômica mesmo após a pandemia, fechando sem déficits. Uma coisa que pode ser melhorada, no entanto, é a opinião pública em relação aos negócios do Agro; se aproximar dos melhores na defesa do meio-ambiente e dar visibilidade ao que o agro tem de melhor.

Em termos de inovações tecnológicas, esse é outro setor que o agro já demonstrou muitas vezes estar afinado. No entanto o setor de tecnologia não para de crescer e demandar mão-de-obra qualificada. O agro estaria colaborando com o futuro seu e do planeta se investisse mais na criação de mão de obra qualificada desde a escola; no exterior e em escolas de elite da capital temos aulas especializadas em programação, mas não temos nenhum tipo de iniciativa para o grande público.

Mas de todos os desafios, o maior são as mudanças climáticas, um fato inescapável em que muitos cientistas só discordam no tamanho de seu impacto. O agro, pelo seu tamanho e pela responsabilidade que evoca, precisa se unir em uma frente ampla pelo futuro do mundo. Não sozinho, por óbvio, uma vez que essa é uma grande mudança social e cultural. Mas o povo está com o agro, e o Brasil é especialmente apto a enfrentar o que for que estiver para vir. Afinal, o país, sozinho, possui dez por cento da biodiversidade do planeta e pode ajudar a minimizar em grande parte os efeitos do aquecimento global, seja apenas porque a biodiversidade significa mais riqueza de qualidade de vida, seja porque tem grande valor ecossistêmico (12 bilhões de dólares é o valor arrecadado apenas com a polinização das abelhas). Não por acaso os países mais ricos do mundo criam fundos para nos ajudar a proteger a natureza, e a COP 27 deixou bem claro as grandes expectativas que o Brasil traz ao mundo. O agro possui um papel crucial nisso tudo, e é justamente no homem do campo, com sua sabedoria ancestral – agora unida à tecnologia de ponta, que se encontra a esperança de um futuro melhor.