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NOTAS E IDEIAS

ml&c

criado em: 12:42 2022-09-08

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LIVRO I, ENSAIO XXIII

  • o hábito, aqui chamado de costume, é um tirânico poder, capaz de criar as mais poderosas prisões; ele se insinua aos poucos em nossas até se tornar nosso mestre.
  • montaigne nos convida avaliar como nos acostumamos com as coisas até que elas pareçam imperceptiveis, e só apareçam para quem vem de fora; penso aqui no coco de gatinhos no quintal que o cheiro nem mais sentimos, mas também no café que tomo todos os dias há muitos anos sem nem pensar em parar; penso em como me acostumei a passar tres disas na semana sem interagir com ninguem, ainda que ao custo de minha propria saude. Isso também seria impensável em outras ocaisões e arrisco dizer que até para quem esta de fora.
  • destaque para esse par’agrafo (p.148 e 149): muitos de nossos vícios nasceram na infância e era lá, então, que deveriam ter sido erradicados. Dito isso, não existe essa cosia de mal relativo - a ação má é má em si mesma. E, repetindo uma coisa que ouço da minha mãe desde criança, quem rouba um alfinete rouba qualquer coisa; e nisso ambos, minha mãe e montaigne concordam.
  • o verdadeiro poder do hábito está em se apoderar de nós e conotrolar nossos pensamentos; sequer vemos que somos impelidos por ele enquanto seguimos com nossa vida crentes que estamos no controle. Disso decorre que por causa do habito acreditamos ser superiores aos outros simplesmente porque estamos habituados com nossa vida e nossa forma de viver. Estudar é enfrentar o poder do hábito sobre nosso julgamento.
  • eu comecei a ler esse ensaio com a nota: “montaigne legalista e conservador?” por causa de uns comentarios sobre a politica de seu tempo; e ao acabar fiz notar que nem era tanto asssim; ler Montaigne é sempre uma supresa e ele consegue nos fazer ser presas de nossos proprios preconceitos sem nunca entregar os dele. Um gênio e um filósofo brilhante, sem dúvidas.